Publicada em: 20/11/2020 04:56

Consciência Negra: a importância da desconstrução do preconceito

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2019, aponta que 56% da população brasileira é autodeclarada negra, considerando que o IBGE define como negro, a soma de pretos e pardos. No entanto, apesar de ser maioria nos números, são socialmente desassistidos. Pensando na dívida histórica da sociedade com a população negra, faz-se necessário que, no dia 20 de novembro ¿ Dia da Consciência Negra, o Brasil direcione a atenção para causas que permeiam o dia a dia e podem passar despercebidas, como privilégios, as raízes do racismo estrutural e institucional, e principalmente, a contribuição da herança ancestral preta para a construção da cultura e identidade brasileira.

Para o Reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo de Almeida Costa, o preconceito existe, porque fomos e somos educados em uma sociedade onde esse comportamento é estrutural. "Todos os dias nos deparamos com tantos casos de racismo que acabamos não dando a devida atenção ao preconceito. É necessário que a sociedade reaprenda, todos os dias, a viver sem preconceito¿, enfatizou.

Reconhecendo a importância da data para a comunidade, o Reitor destaca ainda o valor de negros, indígenas, LGBTs e outras minorias e defende que eles se sintam livres e acolhidos, por ser um direito próprio. ¿Vamos fazer valer ao máximo aquela frase clássica: ¿O meu direito termina, onde começa o seu". Uma desconstrução de pensamento e comportamento é primordial. Refletir sobre o tema e livrar-se de qualquer forma de preconceito, aceitando o igual, como um igual¿, disse o Reitor.

Por fim, Cleinaldo Costa fala que o dever do corpo docente, enquanto educadores é disseminar as políticas de equidade e educar as crianças, incentivá-las a amar e respeitar o próximo, sem distinção.

Texto: Guilherme Oliveira/Ascom UEA